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Quando a sua situação clínica lhe permitir terá alta. No entanto, não se esqueça que o processo de recuperação das defesas do seu organismo contra infecções e outras complicações é mais lento do que a recuperação hematológica.

 

O facto de não necessitar de estar internado, não significa que possa retomar uma vida inteiramente normal.

 

Existem um conjunto de regras, que terá de adoptar, com o objectivo de prevenir infecções e outras complicações.

Se efectuou um autotranplante, estas regras devem ser mantidas durante aproximadamente 3 meses.

 

No caso de ter efectuado um alotransplante, demorará um pouco mais, por estar a tomar medicamentos imunossupressores (ex. Ciclosporina, Tacrolimus, Cellcept). Este efeito imunossupressor, é que permite que as células progenitores do dador se desenvolvam sem serem destruídas pelo seu sistema imunológico. Por este motivo as suas defesas estão diminuídas, existe o risco de contrair infecções, de modo que as regras devem ser mantidas durante aproximadamente 6 a 12 meses.

 

Se desenvolver Doença Enxerto Contra Hospedeiro (DECH ou GVHD) que é uma condição peculiar do transplante de medula óssea alogênico, os cuidados terão que ser um pouco mais rigorosos e mantidos por um período de tempo indeterminado, nunca inferior a 12 meses. Isto porque, a DECH acontece porque os linfócitos T contaminantes da medula óssea do dador, que foram infundidos aquando do transplante, proliferam e diferenciam-se respondendo à disparidade dos seus antigénios de histocompatibilidade e atacam as células dos órgãos alvo, produzindo os sinais e sintomas de DECH. Para tratar este novo quadro clínico, irá tomar mais medicação que contribui para a diminuição das suas defesas.

 

Apesar de as regras terem um período de tempo estabelecido, a decisão de as manter ou suspender compete ao médico.

:: Descarregue aqui o ficheiro PDF "Cuidados a ter após a alta"

 

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